TIPOS DE ANTICONCEPCIONAIS.

18-09-2010 04:01

Tipos de Métodos Anticoncepcionais


 

Os principais métodos não-hormonais são:

  1. Camisinha: condom ou preservativo. Ela deve ser usada durante toda a relação sexual, pois os espermatozóides estão presentes também na secreção de lubrificação do pênis, e não só na ejaculação. É o único método que protege contra doenças sexualmente transmissíveis. Se bem colocada, ela evita gravidez na grande maioria dos casos. Sempre recomendamos utilização de outro método em conjunto. Existe a masculina (todos usam e conhecem) e a feminina (menos difundida no Brasil e mais difícil de usar pois exige um conhecimento do corpo e capacidade de se manipular para colocá-la).
  2. Diafragma: é uma membrana de silicone que é prescrita pelo médico, adequada para cada tamanho de vagina (que o médico consegue medir), e que é colocada antes da relação sexual pela mulher, junto com um espermicida (gel que impede os espermatozóides de se mexerem). Ela cobre a entrada do útero e impede os espermatozóides de passarem. Não protege contra doenças sexualmente transmissíveis. É mais difícil de ser usada e não é muito prescrita pelos médicos hoje. Exige um conhecimento do corpo e capacidade de se manipular para colocá-la.
  3. DIU: dispositivo intra-uterino. Em formato de T ou U invertido, é colocado dentro do útero pelo médico em consultório, de forma fácil e rápida, e previne a gravidez por impedir que os espermatozóides subam e por tornar o útero não receptivo à gravidez. Alguns têm cobre (que também faz efeito no útero) e outros têm progesterona (que faz com que a mulher não menstrue e tem efeito local). Duram de 5 a 10 anos. Não é recomendado para quem tem muitas cólicas e fluxo menstrual, pois pode piorar os sintomas.
  4. Tabelinha: é um método de grandes falhas, pois nem todos os ciclos menstruais são regulares. A ovulação deve ocorrer no meio do ciclo, ou seja, em torno do 14º dia após o primeiro dia de menstruação, mas nas mulheres mais irregulares, pois ocorrer cedo demais (no 8º dia, por exemplo) ou muito tarde (no 20º dia). Associado ao método de medição de temperatura de manhã, todos os dias (chamado de método sintotérmico), aumenta a eficácia. É o único método contraceptivo aceito pela Igreja.
  5. Coito interrompido: muito ineficaz, pois, como já comentado, os espermatozóides estão presentes não somente na hora da ejaculação, mas durante toda a relação.

 

Os principais métodos hormonais são:

  1. Pílula: composta de por vários tipos de hormônios, cada pílula tem uma característica que a faz adequada para cada tipo de mulher. Algumas tem o esquema de uso de 21 dias, com pausa de 7 dias. Outras se usam 24 dias, com pausa de 4 dias. Outras não têm pausa. Você pode escolher menstruar ou não menstruar. Não deve ser esquecido nenhum dia, pois isso compromete o efeito anticoncepcional. Tomar sempre no mesmo horário todos os dias. Procure seu ginecologista para conversar e escolher a sua.
  2. Anel vaginal: composto por dois tipos de hormônios (estradiol e progesterona) que são liberados diariamente em pequena quantidade. É um anel flexível que deve ser colocado na vagina e permanece por 3 semanas, quando é tirado por uma semana para menstruar. Mais fácil de usar, pois não precisa ser lembrado de tomar todos os dias. Exige um conhecimento do corpo e capacidade de se manipular para colocá-lo. Não atrapalha durante a relação sexual e não se sente que está usando.
  3. DIU Mirena: tem mesmo efeito do DIU comum e é medicado com progesterona, que é liberada em doses pequenas todos os dias, fazendo com que a paciente não menstrue. Pode ser colocado por qualquer mulher, mas é especialmente indicado para as que têm cólicas intensas e endometriose. Dura 5 anos.
  4. Adesivo: composto por dois tipos de hormônios (estradiol e progesterona) que são liberados diariamente em pequena quantidade. É colado na pele limpa e seca, fora das regiões de dobras, é trocado a cada semana por 3 semanas, quando é tirado por uma semana para menstruar. Mais fácil de usar, pois não precisa ser lembrado de tomar todos os dias. Às vezes pode descolar e isso compromete o efeito anticoncepcional.
  5. Injetável: existem os de uso mensal (que menstrua) e os de uso trimestral (somente com progesterona, que faz não menstruar). Mais fácil de usar porque não precisa ser lembrado de tomar todos os dias. A aplicação é dolorosa por dois dias e não se deve fazer compressas no local ou exercícios no dia da aplicação.
  6. Pílula do dia seguinte (anticoncepcional de emergência): usada quando houver falha de algum método acima e ocorrer o risco de gravidez. Composta por dois comprimidos de progesterona em altas doses, que devem ser tomados (os dois juntos ou um a cada 12 horas, dependendo da bula) até 72 horas da relação sexual desprotegida. Quando mais cedo tomar, melhor. Não deve ser usado de rotina, pois falha em uma a cada 4 mulheres (25% de falha) e altera muito o ciclo menstrual.

 

Implante: como é composto somente com progesterona, quem coloca o implante não menstrua. É colocado com anestesia local, geralmente na região o braço. Não atrapalha e não dói. Mais fácil de usar pois não precisa ser lembrado de tomar todos os dias. Dura 5 anos.